São ideias . São notas soltas . São pensamentos . São sentimentos . São parvoíces . São sonhos .

06
Jun 09

 

Quem é que me vai limpar as lágrimas que tu me fizeste derramar? Quem é que me vai livrar deste aperto que sinto cá dentro?


 

Quanto mais tento fugir de ti, de tudo o que vivemos, de tudo o que passámos, mais a saudade se apodera de mim, mais a vontade de voltar a estar contigo aumenta... Era suposto crescer-me um ódio profundo por ti, qualquer coisa que me fizesse sentir mal por gostar tanto de ti. Mas não consigo, por mais que eu te queira odiar, não consigo. Só eu sei as lágrimas que aguentaste tanta vez à minha frente. Só tu sabes o quanto te adoro e sofri por ti. Desculpa se te faço sofrer...é o que mais me dói: saber que queres estar aqui comigo agora e não tens coragem de enfrentar tudo...

 

Caramba! Quando tudo parece finalmente comçar a correr bem... acontece sempre alguma coisa!

 

"É que eu quero-te tanto

Não saberia não te ter

Eu quero-te tanto

É sempre mais do que eu te sei dizer

Mil vezes mais do que eu te sei dizer!"

 

Só preciso do teu abraço outra vez....

Só do abraço...


08
Abr 09

Aula:  Matéria e Energia |

 

Interesse: quase nulo|

 

Vontade de ouvir a "Sôdotora": abaixo de zero|

 

CONCLUSÃO: dispersão do meu pensamento... Lá pelo meio surgiu esta célebre frase de Lavoisier [foi a única frase inteira que ouvi daquela voz irritante, foi a única frase que fez sentido na minha cabeça durante aquelas 3 horas] :

"Na Natureza nada se perde,

nada se cria,

tudo se transforma."

Isto fez-me pensar sobre os próprios sentimentos...

 

O ódio nasce ou é a mágoa que se vai transformando em ódio?

A saudade nasce ou é a ausência que se vai transformando em saudade?

O amor perde-se ou nós é que não lhe damos o devido valor?

 

 

 

"Não falei contigo

Com medo que os montes e vales que me achas

Caissem a teus pés

Acredito e entendo

Que a estabilidade lógica

De quem não quer explodir

Faça bem ao escudo que és

 

Saudade é o ar

Que vou sugando e aceitando

Como fruto de Verão

Jardins do teu beijo

Mas sinto que sabes,

Que sentes também num dia maior

Serás trapézio sem rede

Pairar sobre o mundo

Em tudo o que vejo

 

É que hoje acordei e lembrei-me

Que sou mago e feiticeiro

Que a minha bola de cristal é folha de papel

E nela te pinto nua

Nua, numa chama

Minha e tua

 

Desconfio que ainda não reparaste

Que o teu destino foi inventado por gira-discos estragados

Aos quais te vais moldando

E todo o teu planeamento estratégico de sincronização,

Do coração, são leis como paredes e tectos

Cujos vidros vais pisando

 

Anseio o dia em que acordares por cima

De todos os teus numeros,

Raizes quadradas,

De somas subtraídas,

Sempre com a mesma solução.

 

Nah!

Podias deixar de fazer da vida um ciclo vicioso,

Harmonioso,

Ao teu gesto mimado

E à palma da tua mão

 

[...]


Desculpa se te fiz fogo e noite
Sem pedir autorização por escrito
Ao sindicato dos Deuses
Mas não fui eu que te escolhi
Desculpa se te usei
Como refugio dos meus sentidos
Pedaços de silêncios perdidos
Que voltei a encontrar em ti.

É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago e feiticeiro...

...E nela te pinto nua
Nua, numa chama
Minha e tua
numa chama minha e tua...

Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém
Se não te deste a ninguém
Magoaste alguém
A mim passou-me ao lado...
A mim passou-me ao lado..."

 

"Carta", Toranja

publicado por minha_pessoa às 21:35
música: "Carta", Toranja

05
Abr 09

 

Não é que eu seja daquelas pessoas que andam sempre num deprimente estado melancólico... mas, devido a estar a passar uma fase algo 'estúpida', foi o que me apeteceu postar.

 

"Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

 Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim! "

"Saudades", Florbela Espanca

 

 

E se não me apetecesse amar-te tanto?

E se eu simplesmente quisesse mentir e dizer que nunca mais te quero ver?

 

Odeio gostar tanto de ti...

Odeio odiar o que sinto por ti...

Mete-me nojo gostar de quem não me merece...

Mas não te ter aqui está a consumir-me aos poucos...

 

Pensar que aquele foi o nosso último abraço,

Nosso último beijo,

Nosso último "tudo"...

[Sempre voltaste mesmo quando dizias que era o último...]

Vais voltar outra vez ou foi de vez?

 

O tempo está a passar

Começo a ficar sem força para o agarrar...

Quero desesperadamente que voltes

Quero que voltes sem "porquês",

Sem reticências,

Sem 'mas',

Sem choros nem medo das consequências!

 

Simplesmente volta. Eu sei que vais voltar ou então não sei o que é amar...

publicado por minha_pessoa às 00:22

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